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Cuidados necessários com a saúde cardíaca de jovens jogadores

O jogador Rogelio Maria Pizzi, de 22 anos, conhecido como Roger, teve uma parada cardíaca dentro de campo e morreu, na última terça-feira (26). O fato desta vez ocorreu na Itália, na Divisão Amadora. (https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2019/03/jogador-colombiano-de-22-anos-morre-em-partida-de-futebol-na-italia-cjtq21oij00ei01pneq243uvx.html)


O diretor da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul, Marcelo Rava de Campos, explica que os problemas cardíacos potencialmente fatais, felizmente são raros nessa faixa etária. Porém, quando ocorrem, como neste caso, sempre são muito traumáticos, pois deixam sequelas emocionais em seus familiares, em seus colegas e no público que assistia à partida. A Itália é um dos países que exige uma avaliação médica de todos os atletas nas divisões profissionais, entretanto, não temos esta informação quanto às categorias amadoras. "Mas, a mensagem que sempre se destaca quando essas notícias aparecem é que devemos sim avaliar todos os atletas que irão ter uma participação esportiva competitiva, mesmo sendo jovens, ou seja, com menos de 35 anos de idade", comenta o cardiologista, que é especialista em Morte Súbita.


"Muitas vezes, quando estamos diante de algumas doenças cardíacas potencialmente fatais, a anamnese, o exame físico e um eletrocardiograma de repouso são suficientes para detectarmos alguma alteração. A partir dessa primeira avaliação, se o médico encontrar alguma suspeita, outros exames devem ser solicitados", complementa.

Ao se detectar algum atleta com uma doença cardíaca potencialmente fatal, o médico deve orientá-lo quanto ao tipo de tratamento disponível e indicar se este atleta deve interromper sua carreira esportiva, sob risco de ter uma morte súbita."Neste triste contexto, temos algumas barreiras para serem vencidas. Os prestadores de serviço de saúde alegam ser desnecessária a avaliação médica em atletas jovens, para conterem custos. Os empresários dos atletas querem o retorno financeiro do investimento que fizeram, por isso, muitas vezes ignoram os conselhos médicos. E também temos que ver o lado familiar, pois muitas vezes esses atletas são os provedores da família e o futuro para todos os membros, deste modo, eles próprios ignoram as recomendações médicas", acrescenta.

Por fim, a preparação e a adequação dos espaços esportivos ainda deixa a desejar, no que se refere ao treinamento de pessoas para fazerem o Suporte Básico de Vida e na disponibilização de Desfibriladores Externos Automáticos, aparelhos que podem aplicar um choque no coração quando necessário, feito por pessoas leigas treinadas.

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