Check-up cardiológico deve considerar idade, histórico familiar e fatores de risco

06/07/2026

SOCERGS orienta que a prevenção cardiovascular seja individualizada e alerta que muitas doenças do coração podem evoluir sem sintomas

Muitas doenças cardiovasculares podem evoluir de forma silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, saber quando procurar uma avaliação preventiva é uma dúvida comum entre jovens, adultos e idosos. A Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) orienta que a frequência do check-up cardiológico não deve seguir uma regra única para todas as pessoas, pois depende da idade, do histórico familiar, da presença de fatores de risco e de sintomas que possam indicar necessidade de investigação antecipada.

A avaliação cardiológica preventiva permite identificar alterações como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, excesso de peso, arritmias e sinais de doença arterial antes que ocorram complicações mais graves. A American Heart Association (AHA) recomenda que a pressão arterial seja verificada em consultas regulares ou ao menos uma vez por ano quando estiver abaixo de 120/80 mmHg. Para o colesterol, a entidade orienta avaliação a cada quatro a seis anos em adultos de risco habitual, com maior frequência quando há risco aumentado para doença cardiovascular e Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

De forma geral, adultos jovens sem sintomas e sem fatores de risco devem manter acompanhamento clínico periódico, com aferição da pressão arterial, avaliação de peso, hábitos de vida e exames laboratoriais quando indicados. Pessoas com histórico familiar de infarto precoce, morte súbita, colesterol alto, hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo ou doença renal precisam iniciar a prevenção mais cedo e realizar acompanhamento com maior regularidade. A AHA também lista fatores como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, excesso de peso, tabagismo e histórico familiar de doença cardiovascular precoce entre os principais elementos que aumentam o risco de infarto. 

A partir dos 40 anos, a avaliação de risco cardiovascular ganha ainda mais importância, especialmente para orientar a necessidade de exames adicionais e definir metas de prevenção. Isso não significa que todas as pessoas precisem dos mesmos exames, mas que o cardiologista deve analisar o conjunto de informações clínicas, histórico pessoal, antecedentes familiares, níveis de pressão, colesterol, glicose, peso, rotina de atividade física e presença de sintomas. Em muitos casos, exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico ou avaliação mais detalhada das artérias podem ser solicitados de acordo com o perfil do paciente.

“O check-up cardiológico não deve ser entendido apenas como uma bateria de exames, mas como uma avaliação médica completa do risco cardiovascular. A periodicidade precisa ser individualizada, porque uma pessoa jovem com histórico familiar importante pode precisar de acompanhamento antes de alguém mais velho sem fatores de risco relevantes”, destaca o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS), Dr. André Luis Câmara Galvão.

A SOCERGS alerta que sintomas como dor ou aperto no peito, falta de ar, palpitações, tontura, desmaio, cansaço desproporcional, inchaço nas pernas ou queda de rendimento físico devem motivar avaliação médica, independentemente da idade. O mesmo vale para quem pretende iniciar atividade física intensa, especialmente se está sedentário há muito tempo ou apresenta fatores de risco cardiovascular.

Entre idosos e pacientes já diagnosticados com hipertensão, arritmias, insuficiência cardíaca, doença coronariana, diabetes ou colesterol elevado, o acompanhamento deve ser mais próximo e definido pelo cardiologista. Nesses casos, o objetivo é controlar fatores de risco, ajustar tratamentos, prevenir complicações e acompanhar a evolução clínica de forma contínua.

A prevenção cardiovascular começa antes dos sintomas. Alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do peso, sono adequado, abandono do tabagismo, redução do consumo excessivo de álcool e acompanhamento médico são medidas fundamentais para proteger o coração ao longo da vida. Mais do que uma consulta isolada, o check-up deve ser visto como parte de uma estratégia permanente de cuidado.

Em casos de suspeita de doença ou algum risco, procure um médico cardiologista. Outras informações podem ser obtidas no site da entidade www.socergs.org.br.   

 

Redação: Marcelo Matusiak

 

Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS)

A SOCERGS é uma entidade dedicada à promoção da prevenção de doenças cardíacas, visando aprimorar a qualidade de vida dos gaúchos. Seu compromisso é conscientizar o público sobre a importância do cuidado com a saúde do coração. Destaca-se por sua transparência e clareza em todas as suas atividades com participação ativa de seus sócios e líderes, que contribuem para seu contínuo aprimoramento e evolução ao longo das gestões.

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