Arritmias podem ser silenciosas e exigem atenção a sinais de alerta

22/09/2026

Palpitações, desmaios e tonturas estão entre os sintomas que devem ser investigados; tema será debatido no Congresso SOCERGS 2026, em Gramado

Alterações no ritmo do coração podem provocar sintomas como palpitações, tontura, desmaio, falta de ar e dor no peito, mas também podem ocorrer sem manifestações perceptíveis. A Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) alerta para a importância da investigação, especialmente quando os sintomas são recorrentes ou quando há histórico familiar de arritmias, doenças cardíacas ou morte súbita.

As arritmias ocorrem quando há alterações na formação ou na condução dos impulsos elétricos responsáveis pelos batimentos cardíacos. O coração pode bater mais rápido, mais devagar ou de maneira irregular. Algumas alterações são benignas e não necessitam tratamento específico, enquanto outras exigem acompanhamento por estarem associadas a maior risco de complicações. A avaliação individual é fundamental para determinar a causa e a necessidade de investigação ou tratamento.

Segundo o presidente do Congresso SOCERGS 2026, Dr. Ricardo Gasperi, alguns sintomas não devem ser ignorados. “Palpitações recorrentes, episódios de desmaio, tontura ou sensação de falta de ar precisam ser avaliados, principalmente quando há outros fatores de risco ou histórico familiar. Muitas arritmias podem ser controladas quando identificadas adequadamente, e a investigação permite diferenciar situações de menor risco daquelas que exigem maior atenção”, afirma.

Entre os sinais de alerta estão desmaios sem causa aparente e palpitações acompanhadas de mal-estar, falta de ar ou dor no peito. Pessoas com doenças cardiovasculares, histórico de infarto, insuficiência cardíaca ou casos de morte súbita na família também precisam de acompanhamento mais cuidadoso. Quando sintomas como desmaio, dor no peito ou falta de ar intensa surgem de forma súbita, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

A investigação pode envolver avaliação clínica, eletrocardiograma, monitorização prolongada do ritmo cardíaco e outros exames definidos conforme cada caso. O histórico pessoal e familiar também auxilia o cardiologista na avaliação do risco e na definição da conduta mais adequada.

O tema fará parte da programação científica do Congresso SOCERGS 2026, que será realizado de 24 a 26 de setembro, em Gramado. A programação contará ainda com atividades do Pré-Congresso da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), reunindo especialistas para discutir diagnóstico, tratamento e prevenção de complicações relacionadas às alterações do ritmo cardíaco.

“Trazer esse debate para o Congresso é importante porque as arritmias fazem parte da rotina do cardiologista e envolvem desde situações muito frequentes até casos de maior complexidade. A proposta é aproximar as evidências mais atuais da prática clínica e contribuir para decisões cada vez mais seguras no atendimento aos pacientes”, acrescenta o presidente do Congresso SOCERGS 2026, Dr. Ricardo Gasperi.

Reconhecer os sinais de alerta e buscar avaliação médica contribui para que arritmias potencialmente relevantes sejam identificadas e tratadas adequadamente. Em casos de suspeita de doença ou algum risco, procure um médico cardiologista. Outras informações podem ser obtidas no site da entidade www.socergs.org.br.

Redação: Marcelo Matusiak

 

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